sexta-feira, 8 de abril de 2011

Num autocarro

- Tou. TOU! QUEM FALA? QUEM? PAULINHA? OLÁ PAULINHA, É O AVÔ. QUERES FALAR COM A AVÓ? ESTÁ BEM. JÁ TE PASSO.
-Querida, olá, vamos para Fanhões.
Momento de Silêncio.
- Quê? Também querias vir? Olha agora, atão? ATÃO? Ontem liguei-te, mas tu não RESPUNDESTES!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mulheres

Nenhuma mulher gosta do homem perfeito. Só gostam do Prefeito.

So when the fight is over, And the storm is through

Ele pensava na sua inocência: "nunca haveremos de discutir. Nada há que nos torne belingerantes". Mas enganava-se. Como se engava quase sempre quando pretendia fazer planos sobre o decurso da vida. Ignorava, no entanto, que o problema não são as discuções. O problema é desistirmos por causa delas; é deixarmos que elas se superiorizem e apaguem tudo o resto.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Bacantes Paradoxais

Eu gosto muito de beber, mas já não vivo sem a Lei Seca.

Mulheres

Quando uma mulher te chamar perfeito, assusta-te: certamente te irá deixar.
Nenhuma mulher gosta de um bom homem. Ainda para mais se for perfeito...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Casamento

O casamento foi a forma que as pessoas arranjaram para que as más decisões de um estraguem só uma casa.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Reactivemos a casa.


Como homens que somos temos necessidades e hábitos. Ou a falta deles. Escrever exige a frequência e atenção que nem sempre temos. Porque não estamos sempre disponiveis. Que o digam os nossos amigos... Já a leitura é mais frequente, passional, namoradeira. Há sempre tempo. Há sempre disponibilidade. No fundo, há sempre uma leitura atenta ou automatizada. Como em tudo na vida.
Os livros chegam por fim à estante, para o seu eterno descanso. Antes viram as suas folhas serem violadas, vergastadas, perfuradas pelo meu olhar. Sou sincero: sou escrupuloso. Tenho curiosidade de porteira. E analiso-as com a atenção e o perfeccionismo de um avaliador fiscal fazedor de cobranças. Mas por vezes tratei algumas delas com a frieza e indiferença que se dá aos desgraçados deste mundo, sem sorte nesta vida. Envergonho-me por isso.
Quando me contrair, certamente correrei para elas pedindo-lhes perdão. E dando-lhes a atenção necessária. Porque o bom da morte, é que uma pessoa fica sempre fácil de encontrar, porque está no seu lugar; e, além disso, é o único estado conhecido, do qual só é possivel evoluir para a vida.
Reactivemos, pois, a casa.
E quem sabe, mudemos-lhe o visual.
Ou não fosse a vida, aqui, sempre um tempo de recomeço.