quarta-feira, 6 de abril de 2011

Bacantes Paradoxais

Eu gosto muito de beber, mas já não vivo sem a Lei Seca.

Mulheres

Quando uma mulher te chamar perfeito, assusta-te: certamente te irá deixar.
Nenhuma mulher gosta de um bom homem. Ainda para mais se for perfeito...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Casamento

O casamento foi a forma que as pessoas arranjaram para que as más decisões de um estraguem só uma casa.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Reactivemos a casa.


Como homens que somos temos necessidades e hábitos. Ou a falta deles. Escrever exige a frequência e atenção que nem sempre temos. Porque não estamos sempre disponiveis. Que o digam os nossos amigos... Já a leitura é mais frequente, passional, namoradeira. Há sempre tempo. Há sempre disponibilidade. No fundo, há sempre uma leitura atenta ou automatizada. Como em tudo na vida.
Os livros chegam por fim à estante, para o seu eterno descanso. Antes viram as suas folhas serem violadas, vergastadas, perfuradas pelo meu olhar. Sou sincero: sou escrupuloso. Tenho curiosidade de porteira. E analiso-as com a atenção e o perfeccionismo de um avaliador fiscal fazedor de cobranças. Mas por vezes tratei algumas delas com a frieza e indiferença que se dá aos desgraçados deste mundo, sem sorte nesta vida. Envergonho-me por isso.
Quando me contrair, certamente correrei para elas pedindo-lhes perdão. E dando-lhes a atenção necessária. Porque o bom da morte, é que uma pessoa fica sempre fácil de encontrar, porque está no seu lugar; e, além disso, é o único estado conhecido, do qual só é possivel evoluir para a vida.
Reactivemos, pois, a casa.
E quem sabe, mudemos-lhe o visual.
Ou não fosse a vida, aqui, sempre um tempo de recomeço.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Lá se vai mais um pouco da identidade nacional...

Ler o DN de hoje é grande ajuda para conhecer o mau estado em que o País se encontra.
A notícia de que há o desejo de fazer diminuir as áreas onde se vislumbra a nossa tão típica calçada portuguesa é só mais um sinal da catástrofe. Ainda por cima, quando a notícia surge dias depois a uma outra que informava que o Brasil está a importar o conhecimento português, para revitalizar a "arte" que é a calçada portuguesa.
É mais uma martelada na identidade.

domingo, 21 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ideologias

Li o título. Li a notícia. Reli. Parei para pensar. E não consegui evitar cinco reacções imediatas e consecutivas:
1º.: Mas porque raio pôs lá ele o socialismo?
2º.: Mas não foi ele que, de facto, a pôs lá?
3º.: Mas o Professor estará doido? Não se lembrará ele que cada Constituição pressupõe e traduz uma ordem de valores; valores esse que, como pensava Berlin, são valiosos porque são queridos.
4º.: Não leu o Professor o que escrevia o Professor Paulo Otero: «não há trabalho que, no domínio das ciências sociais, seja axiologicamente neutro - todos os estudos de Direito (e os de Direito Constitucional, em particular) são comprometidos»; pois «não existem Constituições axiologicamente neutras».
5º.: Então mas será que só hoje em dia é que não deve haver discriminações por razões ideológicas?
6º.: Mas afinal que interesse tem isto tudo?